Antonio Henrique Leal

Natural de Itapecuru-Mirim, Maranhão, Antônio Heriques Leal nasceu em 24 de julho de 1828. Era filho de Alexandre Henriques Leal e Dona Ana Rosa Carvalho Reis. Após completar os estudos básicos na terra natal e depois em São Luís, foi enviado para o Rio de Janeiro onde, na faculdade de Medicina, completou seus estudos superiores e colou grau. Retorno ao Maranhão onde se dedicou às suas duas paixões, a medicina e a vida literária. Desenvolveu uma intensa atividade na imprensa local. Das suas produções literárias destaca-se Pantheon Maranhense composto de três Tomos com ensaios biográficos de ilustres maranhenses já falecidos à sua época.

Acometido por um acidente vascular cerebral que o deixou paraplégico, viajou em busca de recursos terapêuticos para Portugal e, em Lisboa, continuou se dedicando à literatura e ao jornalismo.

Retornando ao Brasil se radicou no Rio de Janeiro, onde chegou à direção da Imprensa Nacional e onde também faleceu, em 29 de setembro de 1885.

Depois de formado no Rio de Janeiro, Henriques Leal retornou para sua província natal para exercer a profissão, São Luís naquela época era a quarta maior cidade brasileira, sendo excedida apenas por Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Em São Luís pertenceu ao Instituto Literário Maranhense e mais tarde do Gabinete Português de Leitura, que fez seu sócio honorário, do Ateneu Maranhense e da Associação Tipográfica Maranhense. No Rio de Janeiro tornou-se sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e, em Portugal foi sócio da Sociedade Médica de Lisboa. Na política exerceu um mandato de vereador em São Luís e foi presidente da Câmara Legislativa na legislatura de 1865/1866 e na seguinte de 2866/1867, foi ainda eleitor para à Assembleia Provincial onde também atingiu a chefia. Há registros de que em 1855 o presidente da Província nomeou-o para o cargo de auxiliar da Junta de Higiene Pública, entretanto não exerceu o cargo por mais de um mês, porque no Rio de Janeiro tornou-se regente do Colégio Pedro II e diretor do internato dessa instituição.

Começou sua carreira de jornalista em O progresso como colaborador (1847-1848) e como redactor em 1861, depois foi para A Imprensa que fundou junto com Fábio Alexandrino de Carvalho Reis e Antônio Rego (1857-1861) e ao Publicador Maranhense redigiu de 1864 a 1865 e para A Conciliação foi um assíduo colaborador; eram estes jornais de natureza política, já nos jornais de natureza literária ou cultural contribuiu com O Arquivo, O jornal de Instrução e Recreio e Semanário Maranhense e a Revista Universal Maranhense. Deixou a militância política por motivos de saúde e dedicou-se a intelectualidade, à literatura, biografando os principais nomes de sua província natal.

Em 1862 escreveu a “introdução” para a História da Independência da Província do Maranhão de autoria do Visconde de Vieira da Silva e a “Nota Biográfica” no primeiro volume das Obras de João Francisco Lisboa, de que ele editou na companhia de Luís Carlos Pereira de Castro em 1864. Foi na década de 1870, doente, que Antônio Henriques Leal atingiu o máximo e o melhor da sua produção literária, começou editando os quatro volumes do Pantheon Maranhense, editados pela Imprensa Nacional de Lisboa em 1873 e 1874 e dois volumes dos Apontamentos para a História dos Jesuítas no Brasil e Lucubrações, pequenos ensaios sobre assuntos de história, literatura e medicina, e por fim a Biografia de Antônio Marques Rodrigues, publicada em Lisboa em 1875.[2] Falecera no Rio de Janeiro, 20 dias depois de chegar de Lisboa.

Rua São João, 265, Sala 402 – CEP 65010-600 
São Luís – Maranhão 
academiademedicinama@gmail.com