Djalma Caldas Marques

Nasceu no município de Penalva, Maranhão, em 17 de julho de 1887, filho do tenente Joaquim Mariano Gama Marques e de Umbelina Caldas Marques. Fez os primeiros estudos em sua cidade natal, transferindo-se, depois, para o Liceu Maranhense, em São Luís. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Salvador em 24 de dezembro de 1914, clinicando na Bahia até o ano de 1918. Foi, então, agraciado com o prêmio de uma bolsa de estudos em Paris, França, pela Congregação da Faculdade da Bahia. No entanto, preferiu ir para o interior baiano e d Minas Gerais, onde pôs em prática seus conhecimentos.

Especializou-se em Psiquiatria defendendo a tese “Quadro Neutrófilo do Alienado, desenvolvida a partir da vivência no Hospital de São João de Deus e na Clínica Psiquiátrica de Salvador. Casou-se em Salvador no dia 12 de setembro de 1918 com Orádia Barreira, com quem teve um filho, Laerte Barreira Marques, e uma filha, Elys Barreira Marques.

Exerceu a clínica geral e lutou para que fosse aberto um estabelecimento para tratamento psiquiátrico, ao retornar para São Luís. Preocupava-se com o bem-estar da população, buscando promover uma mudança eficaz no panorama dos alienados, mas também na assistência à saúde como um todo no Estado do Maranhão.

Exerceu a profissão médica durante 48 anos, com reconhecida capacidade técnica. Foi médico sanitarista do Ministério da Saúde, Sub Inspetor do Serviço de Profilaxia Rural, Diretor Geral de Saúde e Assistência e, em 1934, tornou-se diretor do Pavilhão do Lira, considerando um projeto antecessor da Colônia de Psicopatas Nina Rodrigues, inaugurada em 1941. Além dos cargos descritos acima, em 1926 também fez parte do Sindicato Médico do Maranhão.

Djalma Marques buscou, ainda caminhos na política, chegando a integrar a direção da União Republicana Maranhense – URM. Foi candidato a Deputado Federal Constituinte, na eleição de 1935 e integrou as chamadas “oposições coligadas” nas eleições de 1951. Ocupou o cargo de presidente do Departamento Administrativo do Maranhão no governo do interventor Paulo Ramos, sempre atento às medidas políticas que deveriam ser tomadas no Maranhão em razão do Estado Novo.

O Dr. Djalma Caldas Marques morreu no dia 22 de novembro de 1968, com 81 anos de idade. Nos dias seguintes foram prestadas muitas homenagens por diversos conterrâneos ressaltando a imagem de um homem sóbrio, que levara uma vida simples e modesta, enquanto na Câmara Municipal e no Senado Federal foram proferidos discursos enaltecendo a figura desse grande maranhense.

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